Coisa Mais Linda

Essa série representa bem o Outubro Rosa, mostrando mulheres lindas e corajosas que buscam por seu espaço, acompanhadas por muito samba e bossa nova.

 

Gênero: Mulheres unidas pela amizade,  jamais serão vencidas!

 

Detalhes Técnicos

Nome: Coisa Mais Linda

Produção Original Netflix e Toei Animation

Direção: Caito Ortiz, Hugo Prata e Julia Rezende

Episódios: 7

Duração: 55 minutos 

Idioma: Português (original)

Legendas disponíveis: Alemão, Francês, Italiano, Português (cc), Inglês (cc) e desligada.

Sinopse Netflix: Depois que o marido desaparece, Maria Luiza se sente perdida e sozinha. Até que a cidade do Rio de Janeiro e o seu amor pela música a inspiram a recomeçar.

Nossa Sinopse Geral

Maria Luiza, uma moça casada que mora na cidade de São Paulo, decide ir atrás de seu marido que viajou a meses para o Rio de Janeiro, com o objetivo de construir um sofisticado restaurante. Ao chegar no Rio, Malu descobre que as coisas não são como imaginava, mas cercadas por amigas fiéis e corajosas muda completamente sua vida.

Crítica

Essa nova produção da Netflix se passa no final da década de 50, conta a trajetória de Maria Luiza, uma moça nascida em São Paulo, casada e mãe de um garotinho lindo. Ela é totalmente dependente de dois homens: seu pai, Ademar e seu Marido, Pedro. Entretanto sua vida começa a mudar quando, Pedro, viaja para a cidade do Rio de Janeiro a meses, com o objetivo de construir um sofisticado restaurante na capital.
Acostumada a viver em prol dos homens de sua vida, Maria Luiza, decide ir ao Rio de Janeiro para encontrar seu marido, mas ao chegar na capital, as coisas não são como imaginava. Seu marido fugiu com outra mulher e levou consigo todo o dinheiro da família.
Mergulhada na traição e tristeza Malu quase provoca um incêndio dentro do apartamento, quando faz uma fogueira com os pertences e bilhetes da amante de seu esposo. Esse ato chama a atenção de Adélia, uma jovem negra que trabalha como doméstica para a dona do apartamento vizinho, que salva Malu, essa cena é um marco do início da caminhada dessa dupla, que durante os 7 episódios criam uma amizade sincera e forte.
Coisa mais Linda, não se trata somente de mulheres tentando recomeçar a sua vida, mas destaca o empoderamento e a capacidade delas em uma da sociedade, em uma época que a mulher não era destaque. A série relata ao longo dos episódios,  preconceitos dentro do ambiente de trabalho, problemas raciais e relacionamentos abusivos. Maria Luiza representada por Maria Casadevall e suas três amigas, Adélia representada por Pathy Dejesus, Mel Lisboa como Tereza e Lígia por Fernanda Vasconcellos, vivem esses problemas na pele.

Mas em muitos episódios ainda sentimos o tom novelesco forte em seu enredo, e a dificuldade que os diretores e roteiristas tiveram para expor esses problemas. Fora que de início Maria Casadevall, que representa a personagem principal Malu, falha na atuação expondo um nível de imagem “forçada”, para representar as emoções e construir a personalidade da personagem. Entretanto não devemos nos desanimar, a atriz consegue desenvolver melhor ao longo trama a sua atuação, conseguindo encantar uma boa parte dos telespectadores. (Reparei nesse fato devido os comentários nas redes sociais e no Instagram oficial do Netflix, com vários pedidos para desenvolver uma 2ª temporada para a série).

Em minha visão essa série tem uma estética ensolarada e muito bem enfeitada pelas praias e paisagens do Rio de Janeiro, fora que sua trilha sonora é de apaixonar qualquer um! Confesso que senti um pouco ainda dos traços de novela das 21h da rede Globo, mas consigo ser otimista e dizer que estamos evoluindo as produções brasileiras dentro do streaming. Sei que a série é para ser focada nas personagens femininas, sendo um destaque e força em suas aparições na tela, porém sinto falta de pelo menos um homem que não nos decepcione, por mais que encontremos na série, o Chico um músico e compositor de Bossa Nova, que aparentemente mostra ter muito respeito e nenhum preconceito em relação às mulheres, ele não é um bom exemplo a ser seguido, aliás ele é alcoólatra e passa por muitos escândalos, por sempre, é sério, em todo tempo estar embriagado.

Vejo que dentro das produções brasileiras, não conseguimos ver um equilíbrio, onde podemos encontrar personagens excelentes femininas que consigam sobreviver também com a representação de homens excelentes. Porque temos que deixar claro que em meio a sociedade, existe sim, o preconceito em relação às mulheres e sua desvalorização e homens que não merecem ser defendidos de nenhuma forma, mas sim repreendidos e combatidos. Entretanto, em meio desses problemas agravantes, encontramos homens bons, corretos, íntegros e que respeitam e valorizam as mulheres, porque não podemos colocá-los em nossos filmes e séries também!Tenho total convicção na capacidade da produção brasileira em criar uma série em que podemos mostrar mulheres que enfrentam e ganham o seu lugar em meio a uma parcela da sociedade que permanece machista e sexista, como vemos na série Coisa Mais Linda, mas quero também uma produção que mostre os homens que devem ser exemplos para a futura geração, e que ainda existem no meio de nós, homens honestos que respeitam as mulheres e o seu lugar na sociedade.
E aí, Perdidos e Perdidas de Neverland, tem uma opinião diferente da minha? Comenta aí embaixo, quero saber se gostou ou não dessa produção brasileira no Netflix.

Recomendação
5/5

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